SINGULAR
m f vir n
Nominativo us er ir um
Vocativo e er ir um
Genitivo i i i i
Dativo i i i i
Ablativo o o o o
Acusativo um um um um
Plural
m f vir n
Nominativo i i i a
Vocativo i i i a
Genitivo orum orum orum orum
Dativo is is is is
Ablativo is is is is
Acusativo os os os os
Declinando Palavras
Servus, i
Singular
Nominativo Servus
Vocativo Serve
Genitivo Servi
Dativo Servo
Ablativo Servo
Acusativo Servum
Plural
Nominativo Servi
Vocativo Servi
Genitivo Servorum
Dativo Servis
Ablativo Servis
Acusativo Servos
amicus, i
Singular
Nominativo Amicus
Vocativo Amice
Genitivo Amici
Dativo Amico
Ablativo Amico
Acusativo Amicum
Plural
Nominativo Amici
Vocativo Amici
Genitivo Amicorum
Dativo Amicis
Ablativo Amicis
Acusativo Amicos
discipulus, i
Singular
Nominativo Discipulus
Vocativo Discipule
Genitivo Discipuli
Dativo Discipulo
Ablativo Discipulo
Acusativo Discipulum
Plural
Nominativo Discipuli
Vocativo Discipuli
Genitivo Discipulorum
Dativo Discipulis
Ablativo Discipulis
Acusativo Discipulos
Um blog cujo conteúdo constitui-se unicamente de merdas. Caso tenhais entrado aqui por acaso, não percais seu tempo e saí imediatamente.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Mais traduções
Português para o Latim
Os Marinheiros comunicam a vitória aos habitantes = Nautae incolis victoriam nuntiant
A vigilância dos marinheiros salva pátria = Nautarum vigilantia patriam servat
A rainha passeia com as criadas = Regina cum ancillis ambulat
Os Habitantes dão água aos marinheiros = incolae nautis aquam dant
Os desertores não amam a pátria = Perfugae patriam non amant
Passeamos com a rainha = Cum regina ambulamus
As mulheres preparam a refeição para os lavradores = feminae agricolis coenam parant
A economia embeleza a vida dos trabalhadores = parcimonia vidam agricolarum ornat
As estátuas dos poetas embelezam a pátria = Poetarum statuae patriam ornant
Os habitantes mostram a ilha aos desertores = incolae insulam perfugis monstrat
Latim para o português
Regina nautis pecuniam dat = A rainha dá dinheiro aos marinheiros
Nautarum filiae cum regina ambulant = As filhas dos Marinheiros passeiam com a Rainha
Agricolae Parcimoniam laudatis = Louvais a economia do lavrador
Reginis laetitiam Damus = Damos a alegria às Rainhas
Araneae et muscae insulam occupant = Aranhas e moscas ocupam a ilha
Nautarum prudentiam et agricolarum amicitiam laudas = louvas a prudência dos marinheiros e a amizade dos lavradores
Reginae Laetitiam, ancillis pecuniam do = Dou alegria à rainha, dinheiro às escravas
Columbae et aquilae reginis laetitiam dant = As Pombas e As águias dão alegria as rainhas
Tubae pugnam insularum incolis nutiant = As Trombetas anunciam a batalha aos habitantes da ilha
Aqua insulis vitam dat = A Água dá vida às ilhas
Os Marinheiros comunicam a vitória aos habitantes = Nautae incolis victoriam nuntiant
A vigilância dos marinheiros salva pátria = Nautarum vigilantia patriam servat
A rainha passeia com as criadas = Regina cum ancillis ambulat
Os Habitantes dão água aos marinheiros = incolae nautis aquam dant
Os desertores não amam a pátria = Perfugae patriam non amant
Passeamos com a rainha = Cum regina ambulamus
As mulheres preparam a refeição para os lavradores = feminae agricolis coenam parant
A economia embeleza a vida dos trabalhadores = parcimonia vidam agricolarum ornat
As estátuas dos poetas embelezam a pátria = Poetarum statuae patriam ornant
Os habitantes mostram a ilha aos desertores = incolae insulam perfugis monstrat
Latim para o português
Regina nautis pecuniam dat = A rainha dá dinheiro aos marinheiros
Nautarum filiae cum regina ambulant = As filhas dos Marinheiros passeiam com a Rainha
Agricolae Parcimoniam laudatis = Louvais a economia do lavrador
Reginis laetitiam Damus = Damos a alegria às Rainhas
Araneae et muscae insulam occupant = Aranhas e moscas ocupam a ilha
Nautarum prudentiam et agricolarum amicitiam laudas = louvas a prudência dos marinheiros e a amizade dos lavradores
Reginae Laetitiam, ancillis pecuniam do = Dou alegria à rainha, dinheiro às escravas
Columbae et aquilae reginis laetitiam dant = As Pombas e As águias dão alegria as rainhas
Tubae pugnam insularum incolis nutiant = As Trombetas anunciam a batalha aos habitantes da ilha
Aqua insulis vitam dat = A Água dá vida às ilhas
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Exercícios de latim com verbo
Conjugação verbo Illustro
Tema ou Radical = Illustr
Illustro
Illustras
Illustrat
Illustramus
Illustratis
Illustrant
Português para o latim
As águas regam a terra = Aquae terram rigant
A lua mostra o caminho aos marinheiros = Luna nautis viam monstrat
Os marinheiros ocupam a ilha = Nautae insulam occupant
A filha da rainha chama as pombas = Filia reginae columbas vocat
A turba louva os marinheiros = Turba nautas laudat
As fábulas dos poetas deleitam as moças = Fabulae poetarum puellas delectant
Poeta, por que não louvas a justiça? = Poeta, cur justitiam non laudas?
A sombra dá alegria aos agricultores = Umbra agricolis laetitiam dat
Por culpa do poeta o marinheiro prepara a fuga = culpa poetae Nauta fugam parat
Louvamos a atividade das criadas = industriam ancillarum laudamus
Latim Para o Português
Poetae linguam Graeciae amant = Os poetas amam a língua da grécia
Coronae reginas ornant = As Coroas adornam as rainhas
Laetitiam nautis das. = Proporcionas alegria aos marinheiros
Gloriam patriae do. = Dou gloria à patria.
Agricolas laudamus = Louvamos os agricultores
Incolas silvarum laudatis = Louvais os habitantes das selvas
Victoriam nuntiamus = Anunciamos a vitória
Aqua insulas circumdat = A água circunda as ilhas
Nautarum vigilantia patriam servat = A vigilância dos marinheiros conserva a pátria
Luna umbram fugat et terram illustrat = A lua afugenta a sombra e ilumina a terra
Tema ou Radical = Illustr
Illustro
Illustras
Illustrat
Illustramus
Illustratis
Illustrant
Português para o latim
As águas regam a terra = Aquae terram rigant
A lua mostra o caminho aos marinheiros = Luna nautis viam monstrat
Os marinheiros ocupam a ilha = Nautae insulam occupant
A filha da rainha chama as pombas = Filia reginae columbas vocat
A turba louva os marinheiros = Turba nautas laudat
As fábulas dos poetas deleitam as moças = Fabulae poetarum puellas delectant
Poeta, por que não louvas a justiça? = Poeta, cur justitiam non laudas?
A sombra dá alegria aos agricultores = Umbra agricolis laetitiam dat
Por culpa do poeta o marinheiro prepara a fuga = culpa poetae Nauta fugam parat
Louvamos a atividade das criadas = industriam ancillarum laudamus
Latim Para o Português
Poetae linguam Graeciae amant = Os poetas amam a língua da grécia
Coronae reginas ornant = As Coroas adornam as rainhas
Laetitiam nautis das. = Proporcionas alegria aos marinheiros
Gloriam patriae do. = Dou gloria à patria.
Agricolas laudamus = Louvamos os agricultores
Incolas silvarum laudatis = Louvais os habitantes das selvas
Victoriam nuntiamus = Anunciamos a vitória
Aqua insulas circumdat = A água circunda as ilhas
Nautarum vigilantia patriam servat = A vigilância dos marinheiros conserva a pátria
Luna umbram fugat et terram illustrat = A lua afugenta a sombra e ilumina a terra
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Exercícios Latim
Traduzindo frases do Português para o Latim
A filha da Rainha = Filia Reginae
A coroa da Filha = Corona Filiae
As coroas da Rainha = Coronae Reginae
As filhas das Rainhas = Filiae Reginarum
A pena das pombas = Pennam Columbarum
As penas da pomba = Pennas Columbae
Ó escrava da Rainha = O Ancilla Reginae
Ó Rainha das escravas = O Regina Ancillarum
Os Marinheiros da Rainha = Nautae Reginae
Os lavradores da Provincia = Agricolas provinciae
Para as criadas da filha da rainha = Ancillis filiae reginae
As penas da águia da filha da rainha = Pennae aquilae filiae reginae
Ó lavradores da Rainha = Agricolae reginae
Ó rainha dos marinheiros = Regina nautarum
Pena para a asa da águia = Penna alae aquilae
Penas às asas das águias = Pennas Alis aquilarum
Traduzindo frases do Latim para o Português
Gloria Poetarum = A glória dos poetas
Victoria nautarum = A Vitória dos marinheiros
Fuga aquilae = A fuga da águia
Filiae Graeciae = As filhas da Grécia
Poetae victoriae = Para o poeta da vitória
Aquilis et columbis = Para as águias e pombas
O incola insulae = Ó habitante da ilha
Ignavia nautarum = Por covardia dos marinheiros
Laetitiae incolarum insularum = para a alegria dos habitantes das ilhas
Culpa filiae reginae = Por culpa da filha da rainha
Statuae poetarum patriae = As estátuas dos poetas da pátria
Agricolae et nautae filiae reginae = Os lavradores e para a filha da rainha
Poeta = Ó poeta
A filha da Rainha = Filia Reginae
A coroa da Filha = Corona Filiae
As coroas da Rainha = Coronae Reginae
As filhas das Rainhas = Filiae Reginarum
A pena das pombas = Pennam Columbarum
As penas da pomba = Pennas Columbae
Ó escrava da Rainha = O Ancilla Reginae
Ó Rainha das escravas = O Regina Ancillarum
Os Marinheiros da Rainha = Nautae Reginae
Os lavradores da Provincia = Agricolas provinciae
Para as criadas da filha da rainha = Ancillis filiae reginae
As penas da águia da filha da rainha = Pennae aquilae filiae reginae
Ó lavradores da Rainha = Agricolae reginae
Ó rainha dos marinheiros = Regina nautarum
Pena para a asa da águia = Penna alae aquilae
Penas às asas das águias = Pennas Alis aquilarum
Traduzindo frases do Latim para o Português
Gloria Poetarum = A glória dos poetas
Victoria nautarum = A Vitória dos marinheiros
Fuga aquilae = A fuga da águia
Filiae Graeciae = As filhas da Grécia
Poetae victoriae = Para o poeta da vitória
Aquilis et columbis = Para as águias e pombas
O incola insulae = Ó habitante da ilha
Ignavia nautarum = Por covardia dos marinheiros
Laetitiae incolarum insularum = para a alegria dos habitantes das ilhas
Culpa filiae reginae = Por culpa da filha da rainha
Statuae poetarum patriae = As estátuas dos poetas da pátria
Agricolae et nautae filiae reginae = Os lavradores e para a filha da rainha
Poeta = Ó poeta
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Filosofia, por quê?
Recentemente terminei de ler o livro "A Filosofia: O que é? Para que serve?" do prof. Danilo Marcondes em coautoria com a prof.ª Irley Franco e em post futuro quero escrever a seu respeito. Neste post, contudo, partirei da pergunta bastante pertinente do seu subtítulo para relatar de modo rasteiro o meu interesse particular por esta disciplina.
Para que serve a filosofia é uma pergunta muito comumente feita pelas pessoas. De que serve esta disciplina se ela não produz nada concreto? Qual a aplicação técnica que damos a ela? De que maneira o seu estudo ajudar-me-á para a consecução de uma vaga no competitivo mercado de trabalho? Acho que estas perguntas são válidas, todavia é comum também as pessoas emitirem opiniões a respeito da filosofia sem conhecê-la minimamente, muitas vezes reduzindo-a simplesmente a visão de mundo, a qualquer texto que verse sobre sentido da vida (mesmo que da maneira mais pobre possível), a frases obscuras que intentam passar algo profundo, ou até mesmo confundindo com literatura.
O autor apresenta diversas formas de se conceber a filosofia, de "produzí-la". Etc. No meu caso, foi uma dúvida específica que fez com que eu me interessasse por esta forma de conhecimento. Eu era um estudante de Engenharia, um curso no qual os estudantes, em sua esmagadora maioria, tem um nível muito baixo de reflexão. Reflexões a respeito dos fundamentos das disciplinas e conhecimentos que são aprendidos, bem como os significado subjacente dos artifícios matemáticos utilizados são completamente ignorados. O estudante de Engenharia limita-se a aprender a realizar seus cálculos "mecanicamente" e enquanto obtiver sucesso em resolver problemas concretos com isso ele permanecerá contente, além de também reputar-se gênio ou detentor de um conhecimento altamente complexo que outros reles mortais pertencentes aos demais cursos não são intelectualmente capazes de apreender. A falta de reflexão é tamanha que o dito "gênio" engenheiro, que se considera altamente racional e lógico, aquele que domina as mais refinadas ferramentas matemáticas, nem consegue aplicar estes "princípios racionais" (aliás ele nem é consciente desses princípios, e nem sabe o que é lógica) para outros problemas da vida, via de regra permanecendo miseravelmente no senso comum e ainda achando-se inteligente (também é digno de nota a deficiência em expressar-se e escrever corretamente).
Pois bem, eu era meio que assim. No entanto, nunca tive a segurança ontológica que as pessoas normalmente têm, de tal forma que muitas vezes estudar aquelas coisas visando somente passar e arranjar um emprego não faziam muito sentido pra mim, e eu queria dar um sentido à minha vida. Em razão de certos acontecimentos, De repente me fiz consciente do quão esmagadora é a pressão e a coerção que a sociedade e suas instituições exercem em nós indivíduos, e passei a questionar-me por que a sociedade é desta maneira, e por que ela não poderia ser de outra. Estas dúvidas, somadas à falta de sentido que eu atribuía ao curso de Engenharia ( não me entendam errado, é um excelente curso e tem pessoas inteligentíssimas, mas são poucos, assim como nos outros cursos) fizeram com que eu trocasse de curso, tornei-me um estudante de Ciências Sociais (de gênio passei a ser um daqueles aos quais Deus negou capacidades cognitivas avantajadas).
Foi uma outra decepção. Acredito que pelo fato de ter vindo das Exatas, que possuem métodos mais consolidados e precisos, logo as questões originais que me levaram ao curso foram logo suplantadas por outra, qual seja, o que torna válido um conhecimento? É dizer, como podemos dizer que um conhecimento é correto, que tem reflexo no real?
Diferentemente das ciências exatas e naturais, onde geralmente um determinado paradigma suplanta os outros e torna-se o dominante em um determinado momento histórico, nas ciências sociais vários coexistem. E no curso de ciências sociais o que percebo também é a mesma falta de reflexão a respeito dos fundamentos do que se faz, do que se estuda e do que se fala. A maioria das pessoas somente faz reproduzir discursos e aceitar os conhecimentos que lhe convém. A visão "do que eu acho de como as coisas tem que ser" importa muito mais do que "o que as coisas de fato são". A defesa de determinadas idéias e posturas acaba se tornando vazia e estéril; estas são motivadas muito mais por um sentimento de "vou pagar de revoltadinho, consciente e crítico, pois só eu sei pensar e não sou como o povo burro e alienado dominado pelo sistema" e toda série de clichês ("sabe pensar", mas não sabe sequer o básico de português e matemática), do que motivadas por uma séria e profunda meditação, reflexão e consequentemente convencimento intelectual.
Imbuído dessas dúvidas é que me percebi interessado pela filosofia, pois talvez ela seja aquela com a qual eu possa solidificar uma estrutura sobre a qual repousar-se-ão meus conhecimentos, e com a qual conseguirei ter uma maior segurança das minhas posições, ainda que certamente sempre repensá-las-ei.
Para que serve a filosofia é uma pergunta muito comumente feita pelas pessoas. De que serve esta disciplina se ela não produz nada concreto? Qual a aplicação técnica que damos a ela? De que maneira o seu estudo ajudar-me-á para a consecução de uma vaga no competitivo mercado de trabalho? Acho que estas perguntas são válidas, todavia é comum também as pessoas emitirem opiniões a respeito da filosofia sem conhecê-la minimamente, muitas vezes reduzindo-a simplesmente a visão de mundo, a qualquer texto que verse sobre sentido da vida (mesmo que da maneira mais pobre possível), a frases obscuras que intentam passar algo profundo, ou até mesmo confundindo com literatura.
O autor apresenta diversas formas de se conceber a filosofia, de "produzí-la". Etc. No meu caso, foi uma dúvida específica que fez com que eu me interessasse por esta forma de conhecimento. Eu era um estudante de Engenharia, um curso no qual os estudantes, em sua esmagadora maioria, tem um nível muito baixo de reflexão. Reflexões a respeito dos fundamentos das disciplinas e conhecimentos que são aprendidos, bem como os significado subjacente dos artifícios matemáticos utilizados são completamente ignorados. O estudante de Engenharia limita-se a aprender a realizar seus cálculos "mecanicamente" e enquanto obtiver sucesso em resolver problemas concretos com isso ele permanecerá contente, além de também reputar-se gênio ou detentor de um conhecimento altamente complexo que outros reles mortais pertencentes aos demais cursos não são intelectualmente capazes de apreender. A falta de reflexão é tamanha que o dito "gênio" engenheiro, que se considera altamente racional e lógico, aquele que domina as mais refinadas ferramentas matemáticas, nem consegue aplicar estes "princípios racionais" (aliás ele nem é consciente desses princípios, e nem sabe o que é lógica) para outros problemas da vida, via de regra permanecendo miseravelmente no senso comum e ainda achando-se inteligente (também é digno de nota a deficiência em expressar-se e escrever corretamente).
Pois bem, eu era meio que assim. No entanto, nunca tive a segurança ontológica que as pessoas normalmente têm, de tal forma que muitas vezes estudar aquelas coisas visando somente passar e arranjar um emprego não faziam muito sentido pra mim, e eu queria dar um sentido à minha vida. Em razão de certos acontecimentos, De repente me fiz consciente do quão esmagadora é a pressão e a coerção que a sociedade e suas instituições exercem em nós indivíduos, e passei a questionar-me por que a sociedade é desta maneira, e por que ela não poderia ser de outra. Estas dúvidas, somadas à falta de sentido que eu atribuía ao curso de Engenharia ( não me entendam errado, é um excelente curso e tem pessoas inteligentíssimas, mas são poucos, assim como nos outros cursos) fizeram com que eu trocasse de curso, tornei-me um estudante de Ciências Sociais (de gênio passei a ser um daqueles aos quais Deus negou capacidades cognitivas avantajadas).
Foi uma outra decepção. Acredito que pelo fato de ter vindo das Exatas, que possuem métodos mais consolidados e precisos, logo as questões originais que me levaram ao curso foram logo suplantadas por outra, qual seja, o que torna válido um conhecimento? É dizer, como podemos dizer que um conhecimento é correto, que tem reflexo no real?
Diferentemente das ciências exatas e naturais, onde geralmente um determinado paradigma suplanta os outros e torna-se o dominante em um determinado momento histórico, nas ciências sociais vários coexistem. E no curso de ciências sociais o que percebo também é a mesma falta de reflexão a respeito dos fundamentos do que se faz, do que se estuda e do que se fala. A maioria das pessoas somente faz reproduzir discursos e aceitar os conhecimentos que lhe convém. A visão "do que eu acho de como as coisas tem que ser" importa muito mais do que "o que as coisas de fato são". A defesa de determinadas idéias e posturas acaba se tornando vazia e estéril; estas são motivadas muito mais por um sentimento de "vou pagar de revoltadinho, consciente e crítico, pois só eu sei pensar e não sou como o povo burro e alienado dominado pelo sistema" e toda série de clichês ("sabe pensar", mas não sabe sequer o básico de português e matemática), do que motivadas por uma séria e profunda meditação, reflexão e consequentemente convencimento intelectual.
Imbuído dessas dúvidas é que me percebi interessado pela filosofia, pois talvez ela seja aquela com a qual eu possa solidificar uma estrutura sobre a qual repousar-se-ão meus conhecimentos, e com a qual conseguirei ter uma maior segurança das minhas posições, ainda que certamente sempre repensá-las-ei.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
A Lesma atravessando o Jardim
Devo iniciar este post enfatizando o marasmo por que passo e o sentimento de inutilidade que me corrói todos os dias. É angustiante o sentimento de ser um completo inútil, de nunca conseguir fazer aquilo ao qual você se propõe toda vez que levanta da cama. Pior, é não ter horário pra levantar e dormir, sintoma mais notório da falta de coisa útil a se fazer. A sensação de ver o transcorrer dos dias com uma tibieza de ânimo, permanecer inerte vendo a vida passar enquanto outras pessoas fazem algo, mas você aí na mesma lentidão de vida de uma lesma que atravessa um jardim. Por isso começo a escrever algo aqui, sem na realidade ter algum assunto sobre o qual escrever, escrevo somente para fazer algo, desenvolver uma postura ativa e não ser somente um receptor passivo e acrítico de informações que a todo momento me são bombardeadas. Este exercício pode ser salutar em alguns aspectos. Assim, quem sabe, desenvolvo uma melhor atividade de escrita, bem como posso sistematizar melhor meus pensamentos, pô-los em ordem, de tal forma a ficar mais claro algum sentido para a minha ação neste mundo e na minha vida efêmera, pois me parece que a partir de um dado momento perdi minha segurança ontológica e não consigo viver a plenitude de meus dias.
Talvez comece arrolando as minhas fúteis principais preocupações no momento, com o fim de, como supracitado, melhor entender-me, funcionando mais ou menos como uma espécie de confissão ou meditação.
Simplesmente tenho, por teimosia talvez, certa fé nas minhas capacidades. Acho que talvez seja capaz de algo acima da média, talvez este seja um vício que carrego comigo. A questão é que não consigo direcionar toda esta presumida capacidade a nada. Pior, não consigo aparentemente gostar de nada e viver minha vida normalmente, porquanto no momento me vejo escravo do deste sentimento exposto, achando que devo empregar minhas energias em algo para conseguir de certa forma me destacar. Mas para que isso? Qual a importância disso? Sentir-me seguro, alguém de valor? E esta segurança adviria somente de uma satisfação comigo mesmo, interna; ou, pelo contrário, porque assim as pessoas me veriam de outra forma e isso de deixaria contente? Se por um acaso este objetivo fosse concretizado, eu seria mais feliz e passaria a viver minha vida tranquilamente? Usufruindo de tudo que ela pode me oferecer? A verdade é que não sei.
Não sei o que fazer, e o tempo passa, e quanto mais o tempo passa, mais difícil as coisas vão ficando. Sinto que tenho obrigações para com outras pessoas, e gostaria de ver-me livre delas, livre de ter de dar satisfações. Este seria, quiçá, um primeiro passo para a tranquilidade espiritual tanto almejada. O grande problema é minha falta de foco, já que quero abraçar o mundo inteiro, correndo sério risco de tornar-me um pato: alguém versátil, com uma ampla variedade de habilidades, porém sem saber executar nenhuma delas com maestria. E a maestria é algo que me desperta um grande interesse, sabe-se lá o porquê.
Descobrir os princípios e valores por trás das minhas ações talvez sejam o primeiro passo para uma maior consciência e segurança das minhas atitudes doravante. Tendo este conhecimento como base, é possível viver uma vida com maior responsabilidade, mais consciente de mim mesmo, mais integrado comigo, sem precisar refletir a todo momento a respeito daquilo que faço e de quem sou.
domingo, 18 de março de 2012
Vagueza obscura desnorteante
Quais as razões últimas para a escolha e execução de um objetivo?
O seu objetivo permanece o mesmo, independente do que os outros alcancem?
Deve-se fazer algo pelo gosto e prazer, ainda que esse algo seja meio ou fim, não para sentir-se reconhecido por fazê-lo.
As pessoas não lhe reconhecerão ou importar-se-ão com você por sua atividade, ao menos não as que importam.
As que importam já se importam com você.
O seu objetivo permanece o mesmo, independente do que os outros alcancem?
Deve-se fazer algo pelo gosto e prazer, ainda que esse algo seja meio ou fim, não para sentir-se reconhecido por fazê-lo.
As pessoas não lhe reconhecerão ou importar-se-ão com você por sua atividade, ao menos não as que importam.
As que importam já se importam com você.
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